quarta-feira, 28 de março de 2012

Afogar-se de Segundos e Pelo Corpo e Pela Hora

É como se dormente.

Variações internas,
instantâneas no agora
das minhas horas.

É muito sangue

Correndo logo
pelo meu sol - o meu corpo.

Submerso.

Não, imerso.

Sim, acontece!


***


Quantas foram
as ondas que já dobraram
as águas dessa praia
nestas últimas luas?

Uma bengala,
um chapéu,
uma voz que já não há,
um pouco de saudade
[e de saúde
e um pistão de motor enferrujado pelo tempo.

Relojoeiro,
meu amigo,
faça o que que tiver de fazer.
Mas ponha de volta
este velho ponteiro
no seu devido lugar!

sexta-feira, 16 de março de 2012

É que bate um coração
desafinado,
angustiado

pelo sol e pela luta

pelo tempo e pela cura

que não vem.

Quando vem, passa.
Desapercebo a morte bruta
em seu tempo pela luta,
pelo sol e pela cura.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

E agora eu vou pegar a bicicleta, descer a estrada e procurar um bar.
pensar na vida, questionar...e continuar me fodendo.

.

Ao leitor, que nada tem a ver com isso: este texto se refere ao vazio - e só isso - que uma punhalada pelas costas oferecida cordialmente - e voluntariamente, diga-se de passagem - pela pessoa que diz te amar pode trazer. A alma escurece.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

de inho em inho
viro ão
ão não
aço!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Chegou o dia em que a nuvem aparece transparente de água
e o sertão vira mar
junto com as janelas apagadas
e afogadas pelo trovão

todas as balas,
as duas mil e doze balas que não ferem
mas marcam
com as ondas que vem e levam o novo portughes
pra longe do susto de todos
lembram que a vida não cabe aqui dentro
é preciso morrer

isso é pra me perguntar?
eu me pergunto...
são tantas as cores da vida
em pb
e o "pra que tudo isso se eu já tenho tanto?"
acabou ficando pra trás.

quem me traz a nuvem é o meu xará
vi aquele filme em que o sertão vira mar
os ônibus serpenteiam pra lá e pra cá
e eu tenho muito pra explicar.

é tudo mentira. já vai passar.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ah, se o tempo não dissesse
todo o tempo pra mim
que quem manda aqui é ele...

Sopra vento, sopra!
Navalha.
Sai da minha frente que eu quero passar.
Poder é pra quem quer, querer é pra quem pode.

Quem toca meu tempo
corta-se, que a carne é fraca.
Ela abre, ele fecha,
num zunido de aço cortando peixe.

E ao final, o vento sopra
pra fechar o corte...com o tempo.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Tudo vai passar,
vou telefonar
te ligo mais tarde ou depois, viu?

Na espera de um aniversário,
um lual e todos sorrindo,
eu espero pra não ter que tocar
em mais uma bandinha de carnaval.

Acendendo a esperança me mantenho de pé.
- ou de cabeça para baixo -