"Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida e da minha também.
Então, sente no meu colo."
(em homenagem a uma tarde de segunda-feira)
quarta-feira, 8 de abril de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Hoje o dia foi tomado pelo espírito Maldito, o qual precedeu a sessão do Cineclube Central desta semana, perdurando durante e depois.
Acordei assustado, tive um sonho ruim. Demônios que achei que já tinham descaregado do meu corpo (ou espírito, não sei como é que essa - ou aquela - galera vê isso...) ameaçavam voltar. Amigos meus se perdiam em labirintos sem fim, meninas com sorrisos bonitos me esfaqueavam, e pelas costas...tudo muito perturbador.
Agora, o tom da maldição do dia foi quando eu cheguei em frente a um cartório eleitoral pra resolver meus problemas de cidadão que não cumpre seu dever. Assim que saí do carro e olhei pra frente, flagrei, mas flagrei(!) um motociclista voando por cima da porta de um carro que estava estacionando e abrindo a porta naquele exato momento. Com o impacto da batida, o pobre moço voou uns cinco metros e aterrisou de peito no asfalto. Quando olhei com atenção, após passada a sensação atônita do espetacular acontecimento, vi que o calcanhar do rapaz se encontrava na altura de sua nuca. Na hora fiquei gelado e comecei a tremer. Enquanto uns corriam daqui e outros corriam dali, corri também pra ajudar com o trânsito do local.
Depois disso, sem que passasse muito tempo, olhei pra trás e vi que o coitado sangrava feito porco abatido, e reparei também que ninguém tinha coragem de fazer nada (coragem mesmo, porque a cena era forte). Foi depois que vi que o sangue saía de uma "boceta" (me desculpem as meninas, mas é isso mesmo!) aberta no joelho do cara!
Corri pra cima dele e imediatamente tirei meu cinto, enrolando-o na parte anterior ao ferimento, na tentativa de fazer o sangue parar de jorrar.
O cara olhava pra mim, como se procurasse algo - talvez minha mão para segurar - e começava a ficar azul. Ou roxo. Nessa hora ele pára de respirar. E aquele povo olhando pro cara todo fudido no chão e também pra mim, que não sabia o que fazer. Daí eu começo a fazer a respiração boca a boca e a tal massagem toráxica. O cara volta a si, expelindo exatamente todos os pensamentos que pairavam sobre a minha cabeça naquele dia, palavra por palavra, organizando o nexo como nem eu mesmo estava conseguindo.
Logo em seguida, 'somente' vinte e poucos minutos após o "SAMU 192" chegou e os médicos fizeram o que sabem fazer.
Aí enfiaram o cara desacordado na ambulância, com uma cor meio azul-verde-amarelo, e saíram em desparada. E eu fiquei lá, sentado no meio fio chorando e querendo minha mãe, ou alguém que pudesse me dar um colo, totalmente desamparado, sem saber o paradeiro do rapaz, sem saber como descobrir se ele ficou bem e sem querer saber de mais nada nesse dia.
O resto do dia foi só resto.
Lembrando dos detalhes, penso que sonharei novamente malditamente...
Acordei assustado, tive um sonho ruim. Demônios que achei que já tinham descaregado do meu corpo (ou espírito, não sei como é que essa - ou aquela - galera vê isso...) ameaçavam voltar. Amigos meus se perdiam em labirintos sem fim, meninas com sorrisos bonitos me esfaqueavam, e pelas costas...tudo muito perturbador.
Agora, o tom da maldição do dia foi quando eu cheguei em frente a um cartório eleitoral pra resolver meus problemas de cidadão que não cumpre seu dever. Assim que saí do carro e olhei pra frente, flagrei, mas flagrei(!) um motociclista voando por cima da porta de um carro que estava estacionando e abrindo a porta naquele exato momento. Com o impacto da batida, o pobre moço voou uns cinco metros e aterrisou de peito no asfalto. Quando olhei com atenção, após passada a sensação atônita do espetacular acontecimento, vi que o calcanhar do rapaz se encontrava na altura de sua nuca. Na hora fiquei gelado e comecei a tremer. Enquanto uns corriam daqui e outros corriam dali, corri também pra ajudar com o trânsito do local.
Depois disso, sem que passasse muito tempo, olhei pra trás e vi que o coitado sangrava feito porco abatido, e reparei também que ninguém tinha coragem de fazer nada (coragem mesmo, porque a cena era forte). Foi depois que vi que o sangue saía de uma "boceta" (me desculpem as meninas, mas é isso mesmo!) aberta no joelho do cara!
Corri pra cima dele e imediatamente tirei meu cinto, enrolando-o na parte anterior ao ferimento, na tentativa de fazer o sangue parar de jorrar.
O cara olhava pra mim, como se procurasse algo - talvez minha mão para segurar - e começava a ficar azul. Ou roxo. Nessa hora ele pára de respirar. E aquele povo olhando pro cara todo fudido no chão e também pra mim, que não sabia o que fazer. Daí eu começo a fazer a respiração boca a boca e a tal massagem toráxica. O cara volta a si, expelindo exatamente todos os pensamentos que pairavam sobre a minha cabeça naquele dia, palavra por palavra, organizando o nexo como nem eu mesmo estava conseguindo.
Logo em seguida, 'somente' vinte e poucos minutos após o "SAMU 192" chegou e os médicos fizeram o que sabem fazer.
Aí enfiaram o cara desacordado na ambulância, com uma cor meio azul-verde-amarelo, e saíram em desparada. E eu fiquei lá, sentado no meio fio chorando e querendo minha mãe, ou alguém que pudesse me dar um colo, totalmente desamparado, sem saber o paradeiro do rapaz, sem saber como descobrir se ele ficou bem e sem querer saber de mais nada nesse dia.
O resto do dia foi só resto.
Lembrando dos detalhes, penso que sonharei novamente malditamente...
terça-feira, 24 de março de 2009
tranquilo à tarde
na casa do Ariel
eu olho pro céu
e os carros passseiam
hoje, Vitória
aula lá no telão
sonorização
e depois de lá...
eu vou pro rock´n roll
eu vou pro rock´n roll
depois vou pra Barra
viajar de busão
e fazer um som
com a concha e o mar
chegando em casa
deito bem doidão
amanhã é outro dia
pra abstração
na casa do Ariel
eu olho pro céu
e os carros passseiam
hoje, Vitória
aula lá no telão
sonorização
e depois de lá...
eu vou pro rock´n roll
eu vou pro rock´n roll
depois vou pra Barra
viajar de busão
e fazer um som
com a concha e o mar
chegando em casa
deito bem doidão
amanhã é outro dia
pra abstração
terça-feira, 17 de março de 2009
O dia e sempre
Ah, com é bom andar em paz.
Viver cada dia sem cansar,
[com pesar,
mas apesar...
Ter tempo, saber do tempo,
e deixar a nuvem passar.
Deixar a vida trazer,
e ser ativo, fazer! Conhecer!
E na maluquice,
na paranóia,
a certeza da vida,
Fazer-se ver,
enxergar-se,
se ater.
Como se tudo continuasse,
como se não tivesse a ver
Com você.
E o beijo frio.
Sem saber,
[ou querer saber
das lembranças mais finas
[e findas...
que o mundo - meu mundo - pode trazer.
Viver cada dia sem cansar,
[com pesar,
mas apesar...
Ter tempo, saber do tempo,
e deixar a nuvem passar.
Deixar a vida trazer,
e ser ativo, fazer! Conhecer!
E na maluquice,
na paranóia,
a certeza da vida,
Fazer-se ver,
enxergar-se,
se ater.
Como se tudo continuasse,
como se não tivesse a ver
Com você.
E o beijo frio.
Sem saber,
[ou querer saber
das lembranças mais finas
[e findas...
que o mundo - meu mundo - pode trazer.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
2 frases do dia:
Pensei em começar uma série de "frases do dia". Não minhas, é claro, mas belas frases que ouço ou leio por aí. Bom, de começo vão essas duas aí:
1 - "A Bahia é o Brasil e o mundo."
(Netinho - aquele de "Mila, mil e uma noites de amor com você...")
2 - "Você faz as pessoas infelizes e elas não podem fazer nada? Igual a Deus!"
(Hommer Simpson falando com o cara que guinchava o carro dele)
1 - "A Bahia é o Brasil e o mundo."
(Netinho - aquele de "Mila, mil e uma noites de amor com você...")
2 - "Você faz as pessoas infelizes e elas não podem fazer nada? Igual a Deus!"
(Hommer Simpson falando com o cara que guinchava o carro dele)
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Jornal de hoje
No jornal de hoje saiu uma matéria sobre um pobre coitado que chingava todo mundo no meio da rua, ameaçava-os com uma pedra e clamava pela vinda do seu 'senhor', dizendo que 'ele' iria voltar e tudo o mais que você já está acostumado a ouvir quando o assunto é esse.
Daí, o reporter entrevista um outro pobre coitado que dizia: "Ele estava transtornado! Ora falava de Jesus, ora falava do Capeta!"
Então eu fiquei me perguntando se o primeiro pobre coitado estava realmente transtornado. E vi que não, ora bolas! Ao meu ver, existe uma tenuissíssima linha separando Jesus e o Capeta. Portanto ele não foi muito longe ao falar, ora do famoso namorado da mulher xará da mãe de seu 'senhor', ora do famoso pederasta e malicioso demônio.
Acho que, realmente transtornado estaria o primeiro pobre coitado se estivesse bradando: "Jesus irá voltar! Ele está vindo!". E logo após, "Ai que vontade de tomar um picolé!"
Esses jornais e seus repórteres e editores sem nada a dizer...
Daí, o reporter entrevista um outro pobre coitado que dizia: "Ele estava transtornado! Ora falava de Jesus, ora falava do Capeta!"
Então eu fiquei me perguntando se o primeiro pobre coitado estava realmente transtornado. E vi que não, ora bolas! Ao meu ver, existe uma tenuissíssima linha separando Jesus e o Capeta. Portanto ele não foi muito longe ao falar, ora do famoso namorado da mulher xará da mãe de seu 'senhor', ora do famoso pederasta e malicioso demônio.
Acho que, realmente transtornado estaria o primeiro pobre coitado se estivesse bradando: "Jesus irá voltar! Ele está vindo!". E logo após, "Ai que vontade de tomar um picolé!"
Esses jornais e seus repórteres e editores sem nada a dizer...
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Ningém é são
De São Salvador,
passando pelos cafezais e lameeiros.
O Brasil e a América e o mundo,
Da Patagônia aos confins...
Ninguém é são!
passando pelos cafezais e lameeiros.
O Brasil e a América e o mundo,
Da Patagônia aos confins...
Ninguém é são!
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